Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

D. Teresa e o Condado Portucalense

Quando, em finais de Abril de 1112, o conde D. Henrique  faleceu em Astorga, o governo do Condado Portucalense passou, naturalmente, para as mãos da viúva, a formosíssima infanta condessa D. Teresa, filha do gloriosíssimo imperador das Espanhas, o rei D. Afonso VI de Leão.

D. Teresa, assumiu então, o senhorio do condado, território que, com delimitação oscilante a sul, se estenderia do rio Minho até para além – Mondego e do mar até ao começo das altas serranias do interior.

 A jovem infanta, aos dotes corporais aliava coragem e arguta inteligência que lhe permitiram desempenhar papel fundamental na política regional da época, apesar dos momentos bem difíceis que teve de enfrentar. Continuou a desenvolver os objectivos do marido, buscando consolidar política e socialmente o território, promovendo o seu povoamento, envolvendo-se nas disputas do trono de Leão e Castela e defendendo as fronteiras sul, sempre indefinidas pelos ataques frequentes dos mouros.

 

"A Alma e a Gente" - Um programa da autoria do Prof. José Hermano Saraiva. Produçao RTP

 O retorno ao norte obrigava a um penoso jornadear que passava pelas terras dos Senhores do Marnel e da Feira, muitas delas obtidas como resultado da presúria, mais de em século antes.

Assim, D. Teresa ter-se-ia acolhido ao lugar de Osseloa, pertencente a Gonçalo Eriz, descendente dos Senhores do Marnel.

Após o descanso que se impunha e os caldos de galinha, continuou viagem para as “Terras de Santa Maria a que chamam Feira” e aí mandou lavrar a “Carta de Couto”  para Gonçalo Eriz, na sua villa de Osseloa, para que “de hoje em diante este Coutosirva “para uma albergaria  que vamos instituir neste lugar ao cimo da  estrada, para bem das nossas almas e das dos nossos pais e nela metamos como albergeiro a Gonçalo de Cristo (…) e lhes darás onde trabalhem (…) e se alguém (…) quiser anular este meu acto seja maldito até ao fim dos séculos (…) e todos os homens de terras do Vouga que honrarem este couto participem de boa hospitalidade (…)” E assina: “eu, Infanta D. Teresa, Rainha de Portugal que mandei passar esta carta a ti, Gonçalo Eriz, (…) de minha mão a firmei (…)”.

 

                           Carta de Osseloa

 

 

publicado por alberproject às 16:51
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